ACERVO DIGITAL REVISTA VEJA... DESDE 11/09/1968 ATÉ OS DIAS DE HOJE

A revista Veja DISPONIBILIZOU gratuitamente TODO O ACERVO dos 40 anos de vida na internet. R$ 3 milhões foram investidos no projeto.
Internautas poderão acessar todas as reportagens, entrevistas e até mesmo anúncios já publicados em 40 de existência da revista Veja. Todas as edições, desde a primeira, em 11 de setembro de 1968, poderão ser lidas e consultadas aqui .

TODAS AS EDIÇÕES DESDE A DE NUMERO 01 - DE 11 / 09 / 1968 - ATÉ HOJE - COMPLETA, SÓ FOLHEAR.

"A ideia é democratizar o acesso à história recente do país e do mundo", diz Yen Wen Shen, diretor da Veja. "Essa iniciativa coloca VEJA ao lado dos maiores acervos digitais do mundo e em condição única no Brasil."

O acervo digital VEJA segue a estrutura da própria revista, ou seja, o usuário navega na web como se estivesse folheando a publicação.

O conteúdo apresenta as edições em ordem cronológica e conta com um
avançado sistema de busca desenvolvido pela Digital Pages especialmente para VEJA. Este sistema permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias.
Assim, basta o internauta digitar uma palavra-chave que automaticamente a ferramenta pesquisa em todos os textos de VEJA. Além disso, o usuário também terá acesso a um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos sobre o Brasil e o mundo. Será possível, ainda, navegar pelas capas, entrevistas, reportagens e anúncios publicitários, sempre visualizando a reprodução do material original.

Revista digital

Resultado de 12 meses de intenso trabalho, o projeto foi desenvolvido por VEJA em parceria com a Digital Pages, empresa responsável por estruturar a digitalização de cada uma das mais de 2 mil edições e convertê-las em revistas digitais.
Dado o porte do projeto, uma equipe de 30 pessoas foi montada para cuidar desde o desgrampeamento das edições impressas até a publicação dos quase nove milhões de arquivos que compõem o acervo.

(Desconheço a autoria)

Caléndario do vaticano...

Padres do Vaticano posam para calendário

Bombeiros, esportistas, aeromoças, todos têm seus calendários. Há quatro anos, os padres do Vaticano também ganharam a sua folhinha.
Mas nada de religiosos idosos ou fora de forma.
As fotos do "Calendário Romano", como é chamado, retratam 12 padres bastante atraentes. As informações são da Cadena Ser.
O Vaticano, no entanto, esclarece que o calendário, que foi todo fotografado pelo italiano Piero Pazzi, não é oficial.
A folhinha é vendida pela internet, telefone e em bancas de jornais e é um sucesso: no ano passado, esgotaram-se os 40 mil exemplares disponíveis.
De acordo com os editores, o "Calendário Romano se propõe a ser um instrumento informativo para o turista que visita Roma,
fornecendo dados sobre o Vaticano".
No verso de cada fotografia, há informações sobre o presente e o passado do pequeno Estado.
Mas a verdade é que os jovens padres chamam mais a atenção do que os dados do verso.












O parto

Casamos novos. Ela com 19 e eu com 20 anos de idade. Lua-de-mel, viagens, mobílias na casa alugada, prestações da casa própria e o primeiro bebê.

Anos oitenta e a moda era ter uma filmadora do Paraguai. Sempre tinha um vizinho ou amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambazinha por um preço módico. Ela tinha vergonha, mas eu desejava eternizar aquele momento.

Invadi a sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho. Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir ao filme. Perdi a conta das cópias que fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos. Meu filho e minha esposa eram os meus orgulhos. Três anos depois, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro.Como ela categoricamente disse que não queria que eu filmasse, invadi a sala de parto mais uma vez com a câmera ao ombro. As pessoas que me conhecem sabem que havia apenas amor de pai e marido naquele ato. O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho. Nada que se comparasse ao fato de ela, essa semana, invadir a sala do urologista, câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata. Eu lá, com as pernas naquelas malditas perneiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um! ) quase na minha garganta e minha mulher gritando: Ah! Doutoor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! Semana que vem estou enviando uma para o senhor!

Meus olhos saindo da órbita a fuzilaram, mas a dor era tanta que não conseguia falar. O miserável do médico girou o dedo e eu vi o teto a dois centímetros do meu nariz. A mulher continuou a gritar, como um diretor de cinema: Isso, doutor! Agora gire de novo, mais devagar. Vou dar um close agora.

Alcancei um sapato no chão e joguei na maldita. Agora, estou escrevendo este e-mail, pedindo aos amigos que receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim. Eu pago o reembolso.

Luiz Fernando Veríssimo

A crise americana

A crise... por um americano
(visão tragicômica)


O sujeito é americano e se chama Marc Faber. Ele é analista de Investimentos e empresário.
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico...

*O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
*Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
*Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
*Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
*Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
*Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.
*Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
*O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
*Estou fazendo a minha parte...
*Realmente a situação dos americanos é cada vez pior. Depois da compra da Budweiser pela AmBev (meio belga, meio brasileira), restaram apenas as prostitutas.
*Porém, se elas repassarem parte da verba para seus filhos, muita dessa grana irá para Brasília.